Como o próprio nome indica trata-se de um dos muitos livros que nos leva de volta a Moçimboa da Praia e aos longínquos anos de 1971-1974... BCAÇ 3868.
Quem é que ao ler um livro não viaja?... viagens de amor, de mistério, de aventura... até onde nos pode levar um livro?
Bem vindos
Já há imenso tempo que ando para criar este blog, umas vezes por falta de tempo outras por falta de paciência... mas pronto finalmente aqui está ele... espero que gostem das viagens que lhes ofereço... só necessitam de um cadeirão e algum tempo...
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Encontro de Ex.Combatentes no RI 15/TOMAR
Como o próprio nome indica trata-se de um dos muitos livros que nos leva de volta a Moçimboa da Praia e aos longínquos anos de 1971-1974... BCAÇ 3868.
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Domingos Guimarães Marques
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Moçambique 1964-1974 - ex-combatentes Portugueses e da Frelimo falam da guerra
Mais um livro com relatos da Guerra do Ultramar. Um livro com imensas histórias e fotografias, no qual o meu pai contribuiu uma parte...
Quanto a este livro, já sabem que é um tema que me toca em especial… como o meu pai costuma a dizer, por vezes até parece que fui eu que andei na Guerra do Ultramar e não ele, devido à minha capacidade de me interiorizar nas histórias que ouço e de como que teletransportar-me para esse passado tão recente na memória de uns quantos, cada vez menos, que lutaram, sofreram, choraram, morreram e para quê?...por quê?, por uma pátria que nada lhes deu em troca e que nunca os apoiou depois de tudo o que eles passaram…
De forma a elucidar os seguidores deste blog, vou transcrever alguns excertos do livro, de forma a “entrarem” no pensamento daqueles jovens de 21/22 anos, que cada vez que saíam do quartel para irem para o mato, iam sempre com a incerteza de voltar.
Pág. 154 – “ Olha, se houver azar, levas a minha mala e as minhas coisas e entregas aos meus pais”, Fernando Martinho da Silva Coelho – Bcaç. 3868 - CCS
Pág. 156 – “Finalmente os filhos pródigos regressaram à família, a Companhia” excertos do testemunho de Fernando Martinho da Silva Coelho – Bcaç. 3868 - CCS, quando chegou a Ribaué para se reunir novamente à Companhia que tinha partido de Moçimboa da Praia deixando-o e a mais 3 companheiros para trás numa missão.
Tal como consideravam os companheiros de Batalhão a família, consideravam os quartéis onde permaneceram tantos meses a sua casa. E era este espírito de união que os ajudou a suplantar tantos acidentes, emboscadas, perdas… que os ajudou a sobreviver…
Pág. 148 “Devo dizer que apesar das baixas em pessoal e material, nunca vi o Batalhão vergar. Vi homens a chorar amigos que não voltaram. Vi desânimo estampar-se-lhes no rosto, mas na hora de enfrentar de novo as dificuldades, vi-os pôr-se em pé e ir á luta. “ excerto do testemunho de José Aires Palmeira Queimado – Bcaç. 3868
Pág. 109 “A guerra em Moçambique era uma guerra de pobres, sustentada por um país de pobres, que tinha que repartir o chamado “esforço de guerra” por três frentes em simultâneo: Angola, Guiné e Moçambique. Só militares com a rusticidade e capacidade de sofrimento da nossa gente conseguiriam suportar durante tanto tempo tão gritante carência dos mais elementares e essenciais meios de apoio. Segundo revelam as estatísticas, em menos tempo de guerra morreram em Moçambique mais militares do que na soma dos conflitos armados da Guiné e de Angola. Quantas vidas não se perderam em Moçambique só porque não existiam suficientes e capazes meios aéreos para rápidas evacuações?”
Excerto do livro “Estilhaços, Crónicas de uma guerra que não se perdeu” de Laurélio Monteiro Ferreira da silva transcrito para o livro Moçambique 1964-1974 Ex-Combatentes Portugueses e da Frelimo falam da Guerra
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Da Vila Forte a Terras do Índico
Depois de alguns meses, eis então a "minha" obra prima, pois é, resolvi pedir ao meu pai que escrevesse algumas das suas histórias de vida, e vi-me a mãos com 150 páginas de testemunhos reais, contados na primeira pessoa. Confesso que ri, chorei e eu própria senti estar na Guerra do Ultramar. Foi como se aquelas paisagens, as minas, os tiros fizessem mais parte de mim, para além de me estarem no sangue, transcrever os testemunhos fez-me vivê-los. Um bem haja a todos os ex combatentes da Guerra Colonial, em especial ao BCAÇ 3868 que esteve de 1971-1974 em Moçímboa da Praia, Ribaué e por fim na Beira.
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Fernando Martinho da Silva Coelho
segunda-feira, 11 de maio de 2009
a rir e a chorar passei (quase) quatro anos pela vida militar
Desculpem-me a imagem, mas tirei uma foto em vez de digitalizar a capa... é o que dá a falta de tempo...
Este foi o novo livro apresentado pelo ex-alferes Domingos Guimarães Marques, no passado dia 09/05/2009 no Olival/Ourém, no que foi o 1º Grande encontro da CCS do Batalhão de Caçadores 3868... digo 1º grande encontro porque já tinha havido um 1º em 1993 na Mealhada onde compareceram apenas 15 ex-militares e um 2º em Pataias onde apenas foram 5, desta vez se não me engano eram quase 100 com respectivas famílias.
Neste livro o ex-alferes Domingos Guimarães Marques fala na 1ª pessoa e conta-nos o seu percurso desde que nasceu em Braga até á despedida de Mocímboa da Praia...
Confesso que esperava mais, mais relatos, mais histórias, mas é como ele diz... nunca saí da "picada" e mesmo assim vi morrer um colega a 40 mts de mim...
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Domingos Guimarães Marques
História do Batalhão de Caçadores 3868 e o Fim da Guerra Colonial

Acho que se pudesse era eu quem voltaria a Moçambique e visitaria todos os palcos da acção realtados neste livro...
Para o meu pai e para muitos dos ex-combatentes este livro é uma espécie de homenagem, mas homenagem essa que nunca apagaraá s memórias de quem com vinte e poucos anos viveu o que eles viveram, memórias que apenas existem nas suas cabeças e que aos poucos alguns têm transcrito para livros.
Estou a tentar convencer o meu pai a escrever um livro sobre as suas memórias, mas por enquanto vai enviando testemunhos para este e para os outros livros a publicar sobre o Batalhão de Caçadores 3868 em especial sobre a CCS (Companhia de Comandos e Serviços).
A todos os ex-combatentes, um grande abraço da filha do ex-condutor Coelho... e aos que vi este sábado no encontro em Fátima/Olival... até para o ano se Deus quiser... esperemos que o dia esteja melhor, para ouvir mais histórias na 1ª pessoa...
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